O materialismo histórico, proposto por Karl Marx, entende a história como resultado da dualidade exploradores e explorados. A partir desta perspectiva, o pensador constrói idéias que estruturam a máxima da exploração do homem pelo homem.
Para Marx, o motor da história é a luta de classes. Estas existem como valor intrínseco da formação de uma sociedade, desde a Antiguidade até a contemporaneidade. Na Grécia, existia a oposição entre cidadãos e não-cidadãos, em Roma, entre patrícios e plebeus, na lógica do feudalismo, entre senhores e servos e, por fim, no capitalismo, entre patrões e operários. Esta conjuntura explora as condições que um homem pode assumir na coletividade: detentor dos meios de produção e, conseqüentemente do poder, ou detentor somente da sua força de trabalho. Dessa forma, aquele que monopoliza a materialidade se sobressai àquele que possui somente seu corpo como recurso.
Na sociedade capitalista, a lógica de produção faz com que o operário se distancie do valor e do produto de seu trabalho. Surge então, para Marx, o conceito de alienação, que determina a falta de consciência do indivíduo quanto à totalidade daquilo que produz. Essa situação se configura, principalmente, a partir da divisão do trabalho na qual o trabalhador, ao se tornar especialista, não consegue dimensionar o real custo da renda da força de seu labor.
Derivando-se deste conceito aparece a concepção marxista da Mais Valia segundo a qual o operário tem seu trabalho subvalorizado. Ou seja, numa situação hipotética em que o individuo trabalha cinco horas para produzir cinco metros de linho, a renda correspondente a esse labor não é suficiente para a compra deste produto; dessa forma, é necessário que o operário trabalhe dez horas para que adquira o fruto de sua produção.
Na estruturação da sociedade a partir de uma luta de classes, ao acarretar na alienação e, conseqüentemente, na Mais Valia, demonstra a exploração do homem pelo homem. A própria busca pela materialidade desvaloriza a força de trabalho do operário de forma que, na lógica do capitalismo, a tentativa de emancipação do indivíduo toma um caminho contraditório uma vez que este acaba oprimindo-se.
Estou de acordo com o post e devo dizer como é engraçado o fato da exploração do homem pelo homem ser tão antagonica, pois se por um lado há a exploração, pelo outro é pela exploração que as carências, segundo Hegel, são supridas.
ResponderExcluirE é através desse antagonismo que a sociedade se desenvolve.
Rebeca Franco de Abreu
Pelo materialismo histórico abordado no texto publicado, posso concluir que a alienação marxista do trabalho do homem acaba por distanciar o homem de seu papel como indivíduo no conjunto social também. Por esse motivo há possibilidade de contradições na autonomia individual, como no texto, a emancipação do indivíduo oprimido acaba por tomar caminhos contraditórios.
ResponderExcluirE, ainda é essencial avaliar a Mais valia, a alienação do indivíduo daquilo que ele produz, a alienação da consciência de classe, a apropriação do trabalho de muitos por poucos e a acumulação do capital nas mãos de poucos no âmbito social, pois a Economia é a chave social.
Acredito que a abordagem feita pelo grupo se fundamenta corretamente dos conceitos estruturados por Karl Marx com o assunto determinado que é a exploração do homem sobre o homem e seus impactos. De modo que analiso que realmente ao considerar a luta de classes como motor da história, nessa relação entre explorador e explorado (como abordado no texto), percebe-se que tal relação move os processos revolucionários que permitem as transições: como quando houve a ascenção da burguesia que viria a tomar o poder na França com Bonaparte. Vejo então que nesse aspecto a abordagem foi completa, analisando inclusive conceitos Marxistas como a Mais Valia.
ResponderExcluirPorem tambem acredito ser a questão da Alienação de suma importância e necessária para se conjugar uma abordagem mais completa sobre a relação de exploração do homem pelo homem, haja vista que ela pode ser considerada um impacto exímio que perdura na sociedade. Assim considero que o homem desliga-se do mundo e haje como uma máquina, de maneira que é explorado pelo seu "superior", mas ainda mais alarmante sealiena de si mesmo, não tomando consciência das suas açoes, agindo sem a noção de sua própria ação, assim como não tem noção de sua respiração. Ou seja, torna-se submisso ao explorador, e incapaz de reagir a tal condição, pois é alienado.
o comentário 3 (acima) foi feito por:
ResponderExcluirRodrigo Augusto Duarte Amaral
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