quarta-feira, 30 de março de 2011

Ordem X Bem Comum

Para a política o bem comum é necessariamente a ordem mas isso não quer dizer que a ordem estabelecida seja a melhor opção para todos. Considerando-se que para haver um poder político sendo exercido é necessário que ele seja soberano em relação aos outros poderes e, portanto, que ele não seja sublevado por outros, é necessário que, para que ele atue de modo soberano, exista uma coesão interna do Estado, o que só será garantido com uma ordem a ser estabelecida pelo poder governante.
Contanto, nunca a ordem estabelecida garantirá o bem comum de todos os integrantes de um Estado já que a concepção de bem comum nunca é igual para todo mundo; o que pode agradar a muitos, não agrada a outra grande parte... Assim sempre se fará necessário o estabelecimento de um consenso de modo que alguma parte abdique de suas opiniões e opções para que se garanta o bem comum, ou pelo menos o bem comum para a maioria. É esse consenso que será a base para a ordem garantida pelo Estado.
Mas nem sempre a questão da ordem e do bem comum está focada apenas a quem vive sob determinada ordem. Em determinados casos, a ordem é estabelecida sem o consenso das diferentes partes que representam os governados, mas a partir da vontade do poder governante e do que ele considera a ordem e o que é o bem comum para quem ele governa. Esse é o caso, por exemplo, de governos despóticos, tiranos, autoritários e absolutistas, em que também a ordem estabelecida nem sempre é a melhor para todos, e no caso dos tipo de governo citados, na maioria das vezes não o é já que depende da vontade de poucos (em grande parte dos casos) e não da maioria, e desse modo eles estão garantindo a sua soberania e o exercício de sua política.

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