Questiona-se: Para a política, o bem comum é a ordem?
Partindo de definições, a priori política e bem comum possuem uma relação direta. A política designada pelo conjunto de atividades que tem como referência o Estado, adequa-se de forma legítima ao discurso do bem comum, pautado, por sua vez, na conquista social expressa em algo positivo de que todos podem usufruir.
No entanto, a práxis humana desvincula a ordenação desses dois termos. Isso porque o bem comum depende do consenso, estabelecido a partir de um equilíbrio de tensões, no qual parte dos indivíduos desligam-se de suas vontades, visando necessidades ameaçadas. E além disso, a política, “consistente nos meios adequados à obtenção de qualquer vantagem” (Hobbes), depende da elaboração de um poder ideológico, comumente persuadido.
Por conseguinte, tem-se um cálculo do discurso exercido de forma maciça pelos meios de comunicação. Ou seja, na contemporaneidade, a ausência de cultura política não permite que a ordem estabelecida valide o bem comum, pois a materialidade do discurso produzido pela mídia impõe uma finalidade planejada.
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